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Caril de Frango

Adoro frango e posso dizer que é das carnes mais consumidas aqui em casa.
Tal como o bacalhau, pode-se fazer de mil e uma maneiras mas é para o assado no forno, grelhado ou de caril ,que vão as minhas preferências.
Espero que gostem da sugestão!



2 frangos Talho do Brasileiro
2 cebolas
6 dentes de alho, picados grosseiramente
50 g de gengibre, picado
1 folha de lima kaffir Aromas e Especiarias
4 colheres de sopa de azeite
2 c. de chá de sementes de cominhos
1 c. de chá de Sementes de funcho
1 pau de canela
1 malagueta
1 c. de sobremesa de Tandoori Aromas e Especiarias
1 c. de chá de açafrão
1 c. de chá de açúcar
350 ml de caldo de galinha quente
2 c. de sopa de coentros picados


Na picadora, pique as cebolas com 4 colheres de sopa de água. Junte o alho e gengibre picado e se necessário mais um pouco de água e pique de novo até ficar homogéneo.
Aqueça o azeite num wok ou frigideira, em lume médio. Junte as sementes de cominhos e de funcho, o pau de canela e a malagueta e mexer até que se libertem os aromas.
Adicione a pasta de cebola e frite até que a água se evapore e a mistura ganhe um tom dourado.
Acrescente o tandoori, a folha de lima, o açafrão e o açúcar, e continue a cozinhar por mais uns minutos.
Corte os frangos em pedaços e adicione ao tacho, envolvendo-o bem na mistura.
BasmatiAssim que dourar, junte o caldo de galinha que deve estar quente. 
Cozinhe até que o frango esteja macio e o molho tenha engrossado ligeiramente. Se precisar junte um pouco mais de caldo ou água.

Antes de servir, polvilhe o caril de frango com os coentros picados e sirva com Arroz do Mundo, Oriente basmati.

Pudim de Tapioca com Compota de Ruibarbo


Aqui em casa, apesar de crianças só haverem 2, o Martim e o João (os outros dois já são maiores), quando estamos a comer este pudim, todos o parecemos, tal é a voracidade com que o comemos.
Não sei o que me atrai neste pudim, mas penso ser mesmo a sua textura gelatinosa...


100 g de pérolas de tapioca
1 pitada de flor de sal
3 chávenas de leite de coco e aveia (receita aqui)
1 vagem de baunilha, divisão aberta
3 sementes de cardamomo, esmagadas
100 g de açúcar de coco (Loja Vegetariana)
Para decorar:
Compota a gosto (usei de ruibarbo)
Sementes pretas de Sésamo



Lavar bem a tapioca em água fria e deixá-la de molho por 2 a 3 horas numa chávena de leite de coco e aveia.
Numa panela, deite a tapioca juntamente com o leite onde esteve de molho e mais as restantes chávenas. Junte a vagem de baunilha aberta e com as suas sementes, o cardamomo e o açúcar, e leve ao lume para ferver, cozinhando por 10 ou 12 minutos, mexendo sempre.
Desfaça o amido numa colher de sopa de água e junte à mistura anterior, assim como a pitada de flor de sal. Deixe ao lume por mais cinco minutos, continuando sempre a mexer. Apague o lume, e retire a vagem de baunilha e as sementes de cardamomo.
 Ao servir, cubra com um pouco de compota a gosto e com sementes de sésamo fumadas por cima.


Sardinha assada em Pão Torrado com Pimentos


Por todo o lado já se vê festas e romarias, isto apesar do verão andar um pouco enganador.
Na sexta-feira, por exemplo,comemora-se o Santo António (dia de aniversário do meu filho mais velho), sendo por isso feriado em Lisboa e dia dedicado ao santo casamenteiro.
Manda então a tradição, que o manjerico se tem de comprar, os noivos casar, os foliões marchar e comer sardinhas e pimentos assados e nem o caldo verde e broa, nesse dia pode faltar.
Pois aqui fica a minha simples mas deliciosa sugestão com a bela da sardinha assada para esse dia festejar e aproveito vou também levá-las para o passatempo - Olha ó peixe fresquinho! do Blog da Marisa o "Sweet my Kitchen".
No fim deixo-vos com um belo poema de Augusto Gil sobre o Santo António, de que gosto particularmente.





Sardinhas a granel congeladas da Lusomar
2 pimentos grandes
Sumo de Limão
Azeite q.b
Sal
Fatias de pão torrado (usei de pão alentejano)


Colocar as sardinhas a descongelar uma hora antes.
Temperar depois com sal, regar com um fio de azeite e colocar na grelha que deve estar bem quente.
Asse também os pimentos, pele-os e desfie e tempere de sal, azeite e vinagre ou sumo de limão.
Sirva a sardinha assada no pão torrado e untado de azeite e com os pimentos assados em volta.



O passeio de Santo António

Saíra Santo António do convento
A dar o seu passeio costumado
E a decorar, num tom rezado e lento,
Um cândido sermão sobre o pecado.

Andando, andando sempre, repetia
O divino sermão piedoso e brando
E nem notou que a tarde esmorecia
Que vinha a noite plácida baixando...

E andando, andando, viu-se num outeiro,
Com árvores e casas espalhadas,
Que ficava distante do mosteiro
Uma légua das fartas, das puxadas.

Surpreendido por se ver tão longe
E fraco por haver andado tanto,
Sentou-se a descansar o bom do monge,
Com a resignação de quem é santo...

O luar, um luar claríssimo nasceu.
Num raio dessa linda claridade,
O Menino Jesus baixou do céu,
Pôs-se a brincar com o capuz do frade.



Perto, uma bica de água murmurante
Juntava o seu murmúrio ao dos pinhais.
Os rouxinóis ouviam-se distante.
O luar, mais alto, iluminava mais.

De braço dado, para a fonte, vinha
Um par de noivos todo satisfeito.
Ela trazia ao ombro a cantarinha,
Ele trazia... o coração no peito.

Sem suspeitarem de que alguém os visse,
Trocaram beijos ao luar tranquilo.
O Menino, porém ouviu e disse:
— Ó frei António, o que foi aquilo?...

O santo, erguendo a manga de burel
Para tapar o noivo e a namorada,
Mentiu numa voz doce como o mel:
— Não sei que fosse. Eu cá não ouvi nada...

Uma risada límpida, sonora,
Vibrou em notas de oiro no caminho.
— Ouviste, Frei António? Ouviste agora?
— Ouvi, Senhor, ouvi. É um passarinho.

— Tu não estás com a cabeça boa...
Um passarinho a cantar assim!...
E o pobre Santo António de Lisboa
Calou-se embaraçado, mas por fim,

Corado como as vestes dos cardeais,
Achou esta saída redentora:
— Se o Menino Jesus pergunta mais, ...
Queixo-me à sua mãe, Nossa Senhora!

Voltando-lhe a carinha contra a luz
E contra aquele amor sem casamento,
Pegou-lhe ao colo e acrescentou:
― Jesus, São horas...
E abalaram pró convento.

* Augusto Gil, in Luar de Janeiro

Carpaccio de Salmão

A receita de hoje, é do chef Henrique Sá Pessoa e que podem consultar também aqui no seu site.
Espero, gostem tanto desta entrada, quanto aqui em casa nós gostamos, e serve para também com ela, participar em mais um evento do grupo da nossa Susana o "Quinze dias com..." em que ele foi o chef escolhido para esta quinzena.
Ainda vão a tempo, participem também!



Carpaccio de Salmão









1 lombo de salmão cortado finamente
1 colher de sopa de sementes de sésamo tostadas (usei da Margão)
1 colher de chá de óleo de sésamo da Sovex
2 colheres de sopa de soja light
1 colher de sopa de azeite
Algumas gotas de sumo de limão
1 colher de sopa de coentros (usei uma mistura de coentros, salsa fresca e folhas secas de aneto da Margão)
1 colher de sopa de cebolo (usei cebolinho)
Película aderente


Comece por estender uma folha de película aderente sobre a bancada da cozinha e pincele com azeite. Corte o lombo do salmão em fatias o mais fino que lhe for possível, e pincele o salmão com azeite. Cubra com outra folha de película aderente e prense ligeiramente o salmão, batendo levemente com a palma da mão. Retire a película e coloque o salmão no prato onde o vai servir, para o temperar.
Pique as ervas aromáticas e reserve.
Numa taça, junte duas colheres de sopa de soja, uma colher de chá, de óleo de sésamo e uma gotas de sumo de limão. Misture bem. Pincele o salmão com este molho.
Espalhe por cima as ervas aromáticas e por fim polvilhe com algumas sementes de sésamo.
Uma entrada deliciosa!


Beijinho e bom feriado!

Tarte Folhada de Courgette e Queijo Curado


Deliciei-me com esta tarte e espero que se atrevam  a fazer também pois é super simples de fazer.
É mais uma receita para o "Sabores" na página dos Queijos Tété, onde eu colaboro e onde existe uma parceria fantástica entre o meu blog e aqueles que são para mim, os melhores queijos do mundo.
Visitem e conheçam todos os seus produtos.




1 embalagem de massa folhada
1 dente de alho, grande
Azeite q.b.
2 courgetes, grandes
Metade de uma cenoura
2 c. de sopa de natas para culinária
Sal e Pimenta a gosto
Alecrim e tomilho (alguns raminhos)
Sementes de sésamo e de abóbora
Mel
100 g de Queijo Curado Tété



















Unte uma tarteira rectangular, com manteiga e depois forre com papel vegetal (eu usei a que enrolava a massa) e a massa folhada, reserve no frigorífico.
Rale uma das courgettes e a cenoura finamente.
Numa frigideira, coloque um pouco de azeite, o suficiente para cobrir ligeiramente o fundo.
Junte o alho bem picadinho e mexa sem deixar queimar. Deite os legumes ralados e continue a mexer por mais alguns minutos. Quase no fim junte as natas. Temperar de sal e pimenta.
Com a outra courgette e depois de bem lavada, corte-a ás rodelas bem finas, reserve.
Deite o puré de courgette e cenoura sobre a massa folhada. Polvilhe com as sementes e as ervas aromáticas e cubra depois com as rodelas de courgette.
Por cima, coloque pedaços de queijo curado e uns fios de mel.
Levar ao forno a 190 º C, por cerca de 10 minutos ou até dourar (vai depender do forno).


Beijinho e boa semana!

Espetadas de Perú com Molho Chimichurri

Adoramos espetadas e estas, servidas com este molho, souberam deliciosamente. 
Fiquem com a sugestão!



Espetadas de Perú Talho do Brasileiro
3 dentes de alho grandes
1 pimento jalapeño - sem sementes e em pedaços (podem substituir por 1 malagueta)
1 chalota, picada
3 c. sopa de vinagre de fruta com maracujá da Paladin
1 ramo fresco de salsa, picada em pedaços grandes
1 c. de sopa de orégãos seco
Sumo de 1 limão
Meia chávena de azeite
1 c. de chá de flor de sal
1 c. de chá de pimenta preta



Comece por temperar as espetadas de peru com sal e sumo de limão e coloque-as no grelhador até que fiquem no ponto (eu gosto bem grelhada).
Entretanto faça o molho:
Triture os dentes de alho, em seguida, adicione o pimento jalapeño e a chalota. Triture mais um pouco até ficar bem picado.
Junte agora o vinagre de fruta, a salsa, os orégãos e o sumo do limão. Triture o suficiente para que a salsa fique picada grosseiramente. Junte o azeite, o sal e a pimenta e continuar a picar, mas sem que fique num puré e sim com alguma textura.
Sirva as espetadas regadas com o molho e acompanhe com batata frita.

Dica: Caso sobre molho, guardem-no em frasco bem fechado no figorifico e serve para acompanhar outras carnes.